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/lit/ - Literatura

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Frequentem as boards secundárias.
Chequem o catálogo antes de postar.
Visitem a Biblioteca do Real

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 No.49[Responder]

Biblioteca Realchan.
https://realchan.neocities.org/

Boas novas, anões! Como prometi aqui: >>>/b/11478 fiz uma biblioteca para o Real, nada muito elaborado, eu literalmente copiei o código de um projeto abandonado do 55 e fui catando pdfs por aí.
Irei manter a biblioteca atualizada e pretendo criar a tal revista lá pro fim do mês. Como é um projeto colaborativo, peço que os anões que saibam programar melhorem o código e que qualquer um envie links de pdfs no anonfiles.com, para que adicione no acervo.
Também aceito colunas, manodicas e qualquer coisa interessante/engraçada para por na revista!
30 mensagens e 2 respostas com imagem omitidas. Clique em responder para visualizar.

 No.142


 No.143

Fiquei encarregado de dar continuidade ao projeto. Está aqui a plataforma da nova biblioteca: https://realchan.org/biblioteca

 No.149


 No.150


 No.153

Para baixar livros individuais usem esse link do MEGA (que é uma merda pra baixar tudo). Esse dump está um pouco desatualizado mas a maioria está aqui também;

Livros de Direito - 268
Lista;
https://pastebin.com/EY6PuW6j

Livros em Inglês - 5.673
Lista;
https://pastebin.com/PHwhLs5Z

Livros em Português - 8.247
Lista;
https://pastebin.com/vZVzrstm

https://mega.nz/#F!0xcH2a5J!heM6wLt23uUUOKptD4lrAA
Mensagem muito longa. Clique aqui para ver o texto completo.



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 No.15[Responder]

O(s) último(s) livro(s) que você leu e sua respectiva avaliação.
16 mensagens e 7 respostas com imagem omitidas. Clique em responder para visualizar.

 No.100

>>99
Sério mesmo? Eu li umas duzentas páginas de Crime e Castigo e achei uma escrita bastante simples. Não tive que recorrer ao dicionário em nenhum momento. Infelizmente, não consegui terminar a saga do querido Raskólnikov por falta de brio.

 No.101

>>100 Eu nem falo de escrita rebuscada em termos de palavras difíceis no caso de Dostoiévski, mas de um estilo mais autoral, que tenta te atrair pela forma de escrita por si só. Mesmo assim as versões traduzidas que eu li havia uma diferença de vocabulário um pouco significativo para um leitor bem casual, que sabe os significados das palavras mas não as escreveria em um texto próprio. Camus é absurdamente simples, anão. O Estrangeiro é uma leitura muito recomendada para quem quer aprender o francês justamente pela escrita simples.

 No.102

>>101
>O Estrangeiro é uma leitura muito recomendada para quem quer aprender o francês justamente pela escrita simples.
Bom saber disso. Francês sempre me interessou, apesar da minha preguiça descomunal.

 No.103

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File: 1570289692654-1.jpg (36,76 KB, 397x600, o-dia-do-curinga.jpg) ImgOps Exif Google

O livro da primeira imagem, O Mundo de Sofia, acompanha Sofia Amundsen, que recebe cartas e cartões-postais estranhos de um Major que mora no exterior às vésperas de seu aniversário de 15 anos. O livro então começa a apresentar ao leitor uma breve história da filosofia, abrangendo os filósofos mais influentes de forma clara e sucinta. É um bom livro infanto-juvenil, bem recomendado para dar de presente para algum jovem para despertá-lo para a filosofia.

O livro da segunda imagem é O Dia do Curinga, livro infanto-juvenil do mesmo autor de O Mundo de Sofia. A história relata a viagem do garoto Hans-Thomas e o seu pai para a Grécia para encontrar o paradeiro da mãe do garoto. Ao decorrer da história ocorre encontros de Hans-Thomas com criaturas místicas e eventos fantásticos, elementos típicos do gênero da fábula. O livro aborda de modo metafórico a busca do homem pelo conhecimento e o seu lugar no mundo, o processo da descoberta da razão.

 No.152

Bump.



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 No.151[Responder]

A ave sai do ovo, ovo é o mundo, para nascer é preciso destruir o mundo. A ave voa para deus e o deus se chama ABRAXAS.

NT: livros que te fizeram refletir sobre sua existência.


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 No.144[Responder]

Eu preciso desse livro da pica.
Por favor, me ajude!
Em trocar, vou colocar alguns pdf.
AMOR SEM REGRAS PARA VIVER
Livro por Rosana Braga.

 No.145

File: 1579540990088-0.pdf (7,79 MB, Deus no Antigo Testamento.pdf)

File: 1579540990088-1.pdf (1,13 MB, A Décima Terceira Tribo.pdf)

File: 1579540990088-2.pdf (2,99 MB, TheOnlyAstrologyBookYouWil….pdf)

Deus no Antigo Testamento
Erhard S. Gerstenberger

A décima terceira tribo - Arthur koestler

The Only Astrology Book You'll Ever Need (Inglês)
por Joanna Woolfolk

 No.146

File: 1579541096933-0.pdf (406,53 KB, Benito Mussolini - A Doutr….pdf)

File: 1579541096933-1.pdf (82,54 KB, Arthur Schopenhauer - Ensa….pdf)

File: 1579541096933-2.pdf (416,31 KB, Manual do terrorista brasi….pdf)


 No.147

File: 1579541130921-0.pdf (765,48 KB, a_erva_do_diabo.pdf)

File: 1579541130921-1.pdf (812,68 KB, 2 Carlos Castaneda - Uma E….pdf)

File: 1579541130921-2.pdf (1,7 MB, 9 Carlos Castaneda - A Art….pdf)


 No.148

File: 1579541181676-0.pdf (2,04 MB, A Riqueza das Nações, Vol.….pdf)

File: 1579541181676-1.pdf (1,52 MB, A Riqueza das Nacoes, Vol.….pdf)

File: 1579541181676-2.pdf (1,76 MB, Guia do Soldado 28ºBC.pdf)

Por favor, me ajude!



File: 1561487125860.jpg (257,55 KB, 659x1000, 119960252SZ.jpg) ImgOps Exif Google

 No.3[Responder]

Podemos ter um fio sobre discussões e recomendações sobre a depósito escritora mais caralhuda da literatura?

Eu começo com um dos meus favoritos. Oito pessoas são convidadas por razões diferentes, a se apresentarem em uma casa isolada localizada em uma ilha, chegando lá encontram com um casal de mordomos totalizando agora, dez pessoas. Misteriosamente cada uma dessas pessoas vai morrendo até que não sobre ninguém "E Não Sobrou Nenhum". E o mais genial, todas as mortes acontecem baseadas neste seguinte poema:

"Dez soldadinho saem para jantar, a fome os move;
Um deles se engasgou e então sobraram nove.

Nove soldadinhos acordados até tarde, mas nenhum está afoito;
Um deles dormiu demais, e então sobraram oito.

Oito soldadinhos vão a Devon passear e comprar chiclete;
Um não quis mais voltar, e então sobraram sete.

Sete soldadinho vão rachar lenha, mas eis;
Que um deles cortou-se ao meio, e então sobraram seis.
Mensagem muito longa. Clique aqui para ver o texto completo.

 No.10

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Pra mim esse aí é o que tem de melhor dela mesmo. Lembro que uns anos atrás peguei uns 8 livros dela e li um atrás do outro. Comecei por esse e nenhum dos outros chegou perto. Depois dele, o que gostei um pouquinho mais foi O Homem do Terno Marrom.

Se está com vontade de ler romance criminal e gostou do estilo dela, pode pegar os livros do Poirot pra ler também. Eles costumam ser mais avaliados do que esses romances soltos. Sherlock Holmes também sempre é uma opção.

 No.13

>>10
Baseado anão.

Além do livro relatado possuo outros sete da mesma autora. O Assassinato de Roger Ackroyd e Assassinato no Expresso do Oriente foram os últimos que terminei, e recentemente comecei Um Corpo na Biblioteca Miss Marple como detetive que por enquanto está bem interessante.

Lembro-me de ter lido este romance da pica na época de escola, quando o governo deu uma versão de bolso vagabunda, Um Estudo em Vermelho.

 No.134

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Linnet é um vagabunda rica de 20 anos que roubou o noivo de sua melhor amiga. A amiga chamada Jacqueline, persegue o casal em todos os lugares e foi atrás deles até no Egito. Durante as férias, alguém dentro do navio morre e começa uma incrível investigação liderada por Hércule Poirot.

Essa é uma das histórias mais bem elaboradas da Agatha, durante os capítulos ela vai dando inúmeras dicas algumas falsas, as vezes com o diálogo entre os personagens e outras com detalhes das reações deles, todo momento eu voltava às páginas anteriores buscando alguma referência do que estava sendo dito ou mostrado e lá estava na minha cara o tempo todo, é igual um ilusionista, no final você agradece ter sido feito de idiota. O livro é bem curto e dinâmico, em dois dias terminei ele, vale muito a pena.

Uma adaptação chegará aos cinemas em outubro, sinto que essa adaptação será uma grande bosta tendo em vista o gancho tirado do rabo no final da adaptação do Assassinato no expresso do oriente.



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 No.122[Responder]

Salvando para a posteridade.

 No.130

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 No.131

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 No.133

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 No.6[Responder]

ESCRITORES FIO

Uma das maiores angústias do escritor amador é não ter ninguém para mostrar seus escritos, quiçá fazer uma crítica sobre eles.

Criando este fio, desejo amenizar a minha e, provavelmente, a sua dor. Vamos conversar, trocar figurinhas. Poste seus textos e avalie o texto de algum anão, de preferência aqueles que não receberam nenhuma crítica.


TL;DR: Avalie e seja avaliado, o fio.
3 mensagens e 1 resposta com imagem omitidas. Clique em responder para visualizar.

 No.104

https://8channel.net/littera/
Chan voltado unicamente para o estudo de Latim e Gramática.

 No.106

A verdade é que eu não quero, e muito menos consigo, explicar esta minha miserável e infeliz condenação, pois, ao me encontrar nela como um miserável arrependido de vivê-la sofrendo, não encontro nenhum sofrimento que acabe com a exigência de ser mais que um condenado ao que já foi perdido nela, de ter mais do que seria o explicável ao ser encontrado em meu sofrido vagar na solidão, sem nada temer, além do cansaço de esperar mais um dia, sem nada querer, além do suficiente para acordar esquecendo o que sofreria, pois, vivendo na miséria, apenas por ela a vida era sentida, mas não porque esta minha cruel vida (que chamo de minha apenas por ser lamentada pela infelicidade de estar sofrendo por ela) encontrou a sua verdadeira miséria em uma escolha consciente, em uma escolha consciente de todo o mal que eu me tornaria por continuá-la perdendo na solidão, consciente de que tudo o que eu sofreria não era um mal entendido sobre o que deveria ser feito com esta vida ou sobre o que eu senti ao me encontrar sofrendo com o que sonhei ser, mas porque nada do que poderia ser feito, ao reconhecer a miséria como sendo minha, seria o suficiente à minha incompreensão de que, no presente, o valor alcançável pela vida é temido ser verdadeiro sem a felicidade, enquanto é esquecido na esperança de ser merecido por ela própria, sendo esquecido enquanto é lamentando na condenação de sofrer para não estar consciente do que se tornará, enquanto torna-se parte do passado já perdido no reviver sempre o próprio esquecimento, sem nunca conseguir ser alcançado pela felicidade do que poderia ser uma vida feliz, nem estar no que foi vivido com a infeliz miséria de sonhar em ser, tornando toda uma vida o sofrimento miserável de continuar sendo infeliz por onde resta a esperança.

Portanto, mesmo reconhecendo o infeliz que eu sou, minha vida continua tendo a culpa de estar na solidão e ser nela cruelmente condenada, de estar perdida e esquecida sem, ao menos, ser reconhecida como já acabada, sem ter o merecido arrependimento de quem já foi condenado e escolheu continuar esperando o seu fim além do que foi a sua escolha, o fim do seu sofrido vagar sem nada procurar na miséria, sem nada para ser arrependido em sua vida miserável, enquanto sonhava com o sofrimento de ser mais que uma lembrança, de ser mais do que apenas a mesma lembrança de um eterno vagar pelo que está no valor do inesquecível e insuficiente vazio da vida, o vazio que, estando em tudo aquilo que na vida foi reconhecMensagem muito longa. Clique aqui para ver o texto completo.

 No.113

Bump.

 No.125

>>106
Extrema repetição de palavras que apenas aparentam possuir profundidade.

 No.132

>>125
Se tu diz…



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 No.123[Responder]

Fio repleto de links com livros pirateados de todos os assuntos. Apesar do nome, não é um fio apenas para livros comunistas, por isso estou postando aqui (há, inclusive, links até mesmo para obras fascistas): http://bit.ly/bibliotecacybercomunista

 No.124

Se mate, parasita de merda.(O USUÁRIO FOI CONVIDADO A VALORIZAR O REAL)

 No.126

>>124
"parasita"; explodi. Deve ser ancap por esse socioleto.(O USUÁRIO FOI CONVIDADO A VALORIZAR O REAL)



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 No.2[Responder]

/r/ mais livros desse estilo.
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 No.116

>>115 Pode discorrer, anão.

 No.118

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>>116

NOTAS DO SUBSOLO
Parte I
Recentemente, comprei a edição da Nova Fronteira de Memórias do subsolo, Dostoievisk. Não tenho nada que falar da tradução, a Ruth Guimarães fez um ótimo trabalho, por sinal. Na verdade, o único problema da edição é a contracapa:

"Considerado o livro precursor do existencialismo, Notas do subsolo traz o relato de um anti-herói que (…)"

Precursor do existencialismo? Nananinão. É exatamente o contrário, é uma sátira profética, uma sátira desta corrente "filosófica" natimorta. Não dá pra culpar, contudo, os que entenderam o livro de forma diversa. A verdade é que o Dostoievisk não tem talento para sátira - é muito difícil perceber, mesmo no original, que o livro é irônico; ainda mais lendo as traduções, que naturalmente distanciam a obra da sua intenção original.

ENTENDENDO O LIVRO

O PALÁCIO DE CRISTAL E O GALINHEIRO

Acredito que há dois grandes motivos para o não-entendimento do livro. O primeiro é a censura da Okhrana- polícia secreta do Czar - que mandou tirar, por exemplo, todas as menções ao cristianismo do livro - eles, incapazes de entender o pensamento de Dostoievisk, achavam que ele falava mal da religião; o segundo e mais grave motivo são as constantes menções a intelectuais socialistas da época, como Tchernichevski, que escreveu Que Fazer, livro que discutia o livre-arbítrio - ou a falta de - do homem.
Mensagem muito longa. Clique aqui para ver o texto completo.

 No.119

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>>118
II - O GALINHEIRO:

"(…) Se em lugar de um palácio de cristal eu só disponho de um galinheiro, quando chove, eu me insunarei talvez no galinheiro, para fugir à chuva (…)"
O "galinheiro" é o cristianismo - nomeou assim para fugir da censura.

O primeiro problema com este palácio de vidro é o próprio ser humano. A verdade é que a imensa maioria das pessoas age mal, sabendo que assim o age, e contra o seu próprio interesse - o homem do subsolo é exatamente assim. Por isso os socialistas não cansavam de profetizar um "novo homem", o homem racional - homem que tentaram busca na marra, demolindo igrejas e perseguindo os "pios obscurantistas".
-
"É que essa liberdade possui a seus olhos [do homem] mais atrativos do que seus interesses…"

Sabendo do apetite perpétuo do ser humano, Dostoievisk obviamente não comprou a ideia do "Palácio de Cristal" como satisfação final humana. Assim que o palácio estivesse de pé, o que o homem mais desejaria seria destruí-lo, ou a ele não daria valor algum. Toda vida humana é resumida numa parábola. Subimos ao cume, e por um momento achamos ter agarrado a plenitude - até que a monotonia a mate; e caímos para um estado de tristeza contente e novos desejos, desvalorizando ingratamente aquilo que um dia nos animou o coração. Sabe aquele refrão islâmico que ninguém quer escutar? O tal Allahu Akbar? Bem, ele não quer dizer "Deus é grande", como traduz a mídia. A tradução correta é: "A Divindade é maior". Infinitamente bom, infinitamente maior do que se imagina - uma parábola com um vértice em perpétua ascensão.

"(…) Mas o homem nutre tal paixão pelos sistemas, pelas deduções abstratas, que está pronto a desfigurar conscientemente a verdade, pronto a fechar os olhos e tapar os ouvidos diante da verdade, tudo para justificar sua lógica."

Por fim, o homem do subsolo é o perfeito retrato da personalidade revolucionária. Vaidoso até as tampas e, paradoxalmente, invejoso - e, por consequência, sadomasoquista. "Não posso viver sem exercer o meu poder sobre alguém… sem tiranizar alguém…"
Mensagem muito longa. Clique aqui para ver o texto completo.

 No.120

>>118 Interessante esse ponto de vista. Eu percebi que no livro tinha críticas à modernidade e o racionalismo, assim como uma exposição de uma certa patologia característica do homem moderno de tentar alcançar um certo "progresso" dentro da vida material dele. Eu considero Memórias do Subsolo uma obra existencialista na medida em que afirma que a modernidade não apresenta valores mais profundos que sustentam os nossos valores adotados, uma falta de "verdade universal". Todavia, Dostoiévski se difere da maioria dos existencialistas na medida que exalta a religião e as tradições como forma de salvação do homem na modernidade. Nesse aspecto Dostoiévski lembra um pouco o Kierkegaard, que também via a religião como o objeto que pode nos trazer significado.

 No.121

>>120
Mas o homem do subsolo não é o Dostoievisk e não exprime o pensamento dele. Todos os personagens dos demais romances estão aí, em potência; sendo o homem do subsolo um pré-Raskolnikov. Este livro é uma sátira, uma ironia com a intelectualidade da época - vaidosa e faladeira.

A literatura não é um exercício de mesquinheza, não se escreve apenas sobre si mesmo e suas opiniões - é bem o contrário: abarca-se o meio e transcende, sendo capaz de explicá-lo profundamente; foi isso que o Dosto fez.

Talvez este livro mostra apenas uma fase do Dostoivisk, mas é pouco provável, uma vez que mesmo na sua era socialista, Dostoievisk vivia na parte "romancista" do grupo. Ele queria ler as novelas, romances, etc. Não se importava tanto com as teorias deterministas do socialismo quanto seus amigos - chefe do grupo era um ateu matemático, pra você ter uma ideia. Então, é mais provável que o homem do subsolo seja gente deste tipo - ateu e matemático - do que o próprio Dostoievisk.



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 No.77[Responder]

Há mais de um ano eu venho escrevendo alguns poemas
e, como já possuo um numero considerável, pensei em compartilhar as primeiras 160 páginas aqui na esperança de serem úteis para algum anão, ou, ao menos, receberem alguma crítica. O meu estilo é ultrarromântico e simbolista. Eu decidi colocar junto ao pdf o prefácio que escrevi, embora saiba que ele criará desconfianças pelo que afirmo nele, mas, mesmo assim, ele é essencial para a compreensão do porquê escrevo e como escrevo.

https://anonfile.com/f7CcDd34n6/AMBIPATHOS_pdf
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 No.86

>>85 400 páginas é muita coisa, nem vale a pena esperar que alguém leia e faça uma crítica decente no chan. Deveria só trabalhar para melhorar o teu trabalho e mandar para alguma editora analisar o seu trabalho. Já cogitou tentar publicar a sua obra?

 No.87

>>86
Sim, eles cobram algo que não posso pagar, eu não tenho nenhum real, quem dirá 7 mil. Poesia não vende. Eu acho que não sabe, mas me aconselharr a publicar com estas editoras e estes leitores é a mesma coisa que me aconselhar a fazer uma faculdade de humanas para divulgar a verdade a comunidade "filosófica".

 No.88

>>87
>7 mil reais
Eu também não daria. Nem se eu possuísse tal quantia eu daria para que avaliassem um trabalho meu. Vai escrever só para si mesmo, não pensa em publicar de modo independente pela internet mesmo?

 No.89

>>88
Penso, mas onde? Para quem? Só conheço o chan mesmo.

 No.90

>>89 Não tenho certeza. Eu já vi que tem gente que publica Epub na Amazon e afins. Agora público para conseguir publicar é complicado. Talvez se tentasse publicar na língua inglesa, publicar para um nicho até construir um nome forte, que editoras se interessem. Aquela mulher de 50 tons de pica ficou famosa primeiro escrevendo fanfic de Crepúsculo se eu não me engano.



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 No.34[Responder]

NT: Pedidos, sugestões e identificações literárias.

Concentrem suas dúvidas aqui.
2 mensagens omitidas. Clique em responder para visualizar.

 No.40

>>39
Recomendo qualquer livro do Dan Brown com Robert Langdon como protagonista. Já li Anjos e Demônios, O Código da Vinci e o Simbolo perdido, nesta ordem. Todos irão prender sua atenção e se você não for lerdo como eu lerá cada um em menos de uma semana.
Obras brasileiras eu recomendo a tetralogia angelica do Eduardo Spohr. A Batalha do apocalipse e a trilogia Filhos do Éden.

 No.46

>>37
Já leu Duna?
Você quis dizer Neuromancer ou Necromante mesmo? Googlei e não encontrei esse livro.

 No.68

>>39
"O Homem que Calculava", Malba Tahan.
É nacional.

 No.76

File: 1565565323902.jpg (38,9 KB, 337x499, 513JbSSxBeL._SX335_BO1,204….jpg) ImgOps Exif Google

Lançou faz pouco tempo e eu não estou achando para download, se por ventura alguém achar no formato mobi por favor que avise, quero ler no meu Kindle.

 No.82

>>40 Já li Ponto de Impacto do Dan Brown e achei de baixa qualidade.



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 No.4[Responder]

POESIA FIO

Convido os anões interessados em expressão poética a discutirem quaisquer aspectos linguísticos que lhes atraem a atenção, principalmente, em autores brasileiros e portugueses. Tenhamos como objetivo fundamental ajudarmo-nos uns aos outros a compreender melhor os elementos que constituem a poesia — ritmo, escolha vocabular, imagética etc.

Não entendo nada de poesia. Por onde devo começar?
Não há caminho correto, mas a leitura dos clássicos é indispensável. A tríade portuguesa — Camões, Bocage e Antero de Quental — é o começo ideal. Se considerá-los de difícil leitura, pode tentar poetas mais próximos à linguagem atual, como Manuel Bandeira, Castro Alves, Jorge de Lima, Augusto dos Anjos, Alphonsus de Guimaraens e Fernando Pessoa.

Como ler poesia?
Num primeiro momento, prestar atenção às impressões que o poema evoca; num segundo, buscar o porquê por trás dessas impressões — por que esta e não aquela palavra?, por que o hipérbato e não a ordem direta? etc. Porém, para quem está começando, o importante é atentar-se às características sonoras, principalmente, ritmo e entonação.

Que poemas você recomenda a quem está começando?
Camões: Alma minha gentil, que te partiste, Sete anos de pastor Jacó servia e Aqueles claros olhos que chorando.
Manuel Bandeira: Epígrafe, Desencanto e Chama e fumo.
Castro Alves: Adormecida e Canção do boêmio.

Mensagem muito longa. Clique aqui para ver o texto completo.

 No.5

Análise do primeiro verso de Epígrafe, de Manuel Bandeira.

Sou bem-nascido. Menino,
Fui, como os demais, feliz.
Depois, veio o mau destino
E fez de mim o que quis.

Trouxe este exemplo porque me chamou a atenção o uso de Menino,. Uma única palavra de extremo poder evocativo, seguida por uma vírgula — que funciona como que um meio de indicar ao leitor que a palavra é apenas um complemento circunstancial da oração. Se o poeta, ignorando os limites da métrica, tivesse escrito Quando eu era menino ou Quando menino, percebam como a imagem se alteraria, mesmo que sutilmente. Ao invés de imaginar um menino, o leitor poderia pensar em um local, situação etc. de sua infância ou, até mesmo, poderia pensar no próprio Manuel Bandeira. Estas, que são imagens posteriores à ideia de menino, não servem ao interesse do poeta. Percebam que quanto mais palavras, mais corrompido é o sentido puro de menino. Quando eu era menino quase que apaga a imagem de menino, enquanto Quando menino, não. Em supondo, porém, a intenção de Bandeira, eu posso estar errado, mas, de qualquer forma, é uma grande lição sobre o poder evocativo de palavras isoladas.

 No.11

File: 1561513848963.jpg (247,4 KB, 1253x900, 1028.jpg) ImgOps Exif Google

>>5
Meu conhecimento sobre poesias é nulo. Porém, creio que você tem um ponto aqui. O escritor tem que escolher as palavras que melhor pintem o que ele pretende passar.

É incrível o quanto uma pequena mudança pode encerrar um mar de diferença. Seu exemplo foi excelente, eu realmente imaginaria o poema de outra forma, e a mensagem estaria deturpada.

Continue nesse formato, talvez eu tome gosto por poemas, e você será o culpado.

 No.16

Pleonasmo e subjuntivo.
Como ficou evidente na postagem sobre a importância do poder evocativo das palavras, o poeta deve meditar muito a respeito de como transmitir, o mais autenticamente possível, as suas intenções ao leitor. Por isso, discorrerei hoje sobre um tema interessantíssimo: o uso do pleonasmo. Comumente nos é dito que devemos evitá-lo, pois é vício de linguagem. Não discordo totalmente dessa afirmação, mas acrescento que só é vício se utilizado sem propósito. Vejamos, brevemente, alguns versos das duas primeiras estrofes deste soneto de Camões.

Cara minha inimiga, em cuja mão
Pôs meus contentamentos a ventura,
Faltou-te a ti na terra sepultura,
Porque me falte a mim consolação.

Eternamente as águas lograrão
A tua peregrina fermosura;
Mas, enquanto me a mim a vida dura,
Sempre viva em minha alma te acharão.

E se meus rudos versos podem tanto
Que possam prometer-te longa história
Mensagem muito longa. Clique aqui para ver o texto completo.

 No.47

Cruz e Souza é o melhor poeta que o Bostil já teve.

 No.80

>>47
Apenas isto, sem mais.



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 No.9[Responder]

CONTO PRA BOI DORMIR

Estarei bumpando um conto por dia. Digo de antemão que tenho um material excelente e que pode durar meses.

Creio que este fio ajudará aos anões que tem certo amor pelo conhecimento, mas não conseguem sentar e ler grandes romances. Talvez, lendo estes contos relativamente pequenos, tomem gosto pela coisa e sintam que vale a pena o esforço para buscar mais luz. Sinta-se livre para postar contos e discutir sobre os postados.

Começarei com um conto de Achille Campanile, "O cachorro filósofo.". Para manter o espírito do texto, tive que upa-lo em arquivo word. Sinto que fazer o contrário seria lacerar a experiência. Vocês entenderão depois de ler.

Arquivo: https://anonfile.com/q0cbBaw1na/O_CACHORRO_FIL_SOFO_docx
Pode confiar: https://www.virustotal.com/gui/

BIOGRAFIA

Anchille Campanile nasceu em Roma, em 1900. Dedicou-se ao romance e ao conto, tendo publicado, desde o ano 1927 em que saiu "Ma che cosa quest'amore" uma série de grande obras caracterizadas pelo tom humorístico. Sobre o humor em Ariosto publicou também um excelente ensaio em 1933. Alguns de seus livros tem sido traduzidos para o francês e para outra línguas europeias.
Participou do movimento futurista e fez-se conhecido pelo absoluto ineditismo de seu espírito, em que entra muito de absurdo e algo de cinismo inerente à tradição cômica italiana. Seu estilo elegante e o partido que sabe tirar do desenvolvimento lógico e convencional da mais tranquila fantasia angariaram-lhe uma popularidade excepcional em toda a Europa.
Entre aas suas obras mais conhecidas, merece especial menção "Agosto, moglie mia non ti conosco", a mais espantosa talvez de suas novelas e também a mais solidamente construída.
14 mensagens e 11 respostas com imagem omitidas. Clique em responder para visualizar.

 No.31

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VII
Ia o pobre velho murmurando com seus botões:

- Sim, é uma galinha. Nem pode haver outra que seja mais galinha.

Mas, no íntimo, não era por isso que ele a injuriava. Sim, Crainquebille não a desprezava por ela ser o que era. Estimava-a até por isso, sabendo-a econômica e cuidadosa. Outrora, gostavam de conversar os dois: a ambos alimentavam o mesmo projeto de cultivar um jardinzinho e criar frangos. Era uma boa freguesa. Mas, ao vê-la comprar couves ao pequeno Martinho – um borra-botas, um João-ninguém – sentira Crainquebille uma pancada no estômago; e ao vê-la então fazer-lhe esgares de desprezo, subira-lhe a mostarda ao nariz. Ah! Isso não!

Então, por que o haviam posto à sombra durante quinze dias, se já ele não servia sequer para vender alhos-bravos? Seria justo? Seria direito fazer morrer de fome um pobre homem só porque ele se vira em desacordo com um polícia? Se já não podia vender os seus legumes, só lhe restava arrebentar como um cão.
Como o vinho mal fabricado, Crainquebille ia-se tornando azedo. Depois de ter o bate-boca com dona Laura, tinha-os agora com toda gente. Por dá cá aquela palha punhas os podres das freguesas na rua, e isso sem meias palavras. Sim, senhor! Sem meias palavra. Se se demoravam a apalpar-lhe, mais que o necessário, os legumes, ele as tratava claramente por regateiras, unhas de fome. Igualmente no botequim, descompunha os camaradas. O vendedor de castanhas, seu amigo, que já o não reconhecia, declarava que esse maldito Crainquebille era um verdadeiro porco-espinho. Sim, era inegável: ele ia se tornando inconveniente, intratável, desbocado, insolente. É que, parecendo-lhe imperfeita a sociedade, era-lhe mais difícil que a um professor da escola das ciências morais e políticas o exprimir as próprias ideias acerca dos vícios do sistema e das reformas necessárias, e por isso os seus pensamentos não se desenrolavam em seu cérebro com ordem e medida.

Tornava-o injusto a desgraça. Desforrava-se com os que não lhe queriam mal, e, por vezes, com os mais francos que ele. De uma feita, deu um tabefe no Afonso, o filho do dono do botequim, só porque o rapaz lhe perguntara se era bom o xadrez. Esbofeteou-o, dizendo-lhe:

- Patife! Teu pai Mensagem muito longa. Clique aqui para ver o texto completo.

 No.32

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VIII
Chegou afinal a miséria, a negra miséria. O velho quitandeiro ambulante, que , de volta do arrebalde de Montmartre, trazia outrora a bolsa abarrotada de peças de cinco francos, já não tinha agora um pataco. Era inverno. Expulso do seu porão, dormia embaixo de carroças, numa cocheira. Mas a chuva, tendo caído durante vinte e quatro dias, fez transbordar os bueiros e a cocheira foi inundada.
Acordado em sua carrocinha, por cima das águas deletérias em companhia de aranhas, ratos e gatos famélicos, Crainquebille meditava envolto pelas sombras. Não havendo ainda comido nada nesse dia, e já não tendo para se cobrir os sacos do vendedor de castanhas, recordava com saudades as duas semanas durante as quais o governo lhe havia dado o pão e as cobertas. Invejou a sorte dos presos, que não curtiam nem fome nem frio. E então, veio-lhe uma ideia.

- Mas se eu lhe conheço a tramoia, por que me não hei de servir dela?

Ergue-se, e ganhou a rua. Pouco passava das onze. O dia estava frio e escuro. Peneirava uma molinha mais fria e mais penetrante que a chuva. Os raros transeuntes cosiam-se às paredes.
Crainquebille, depois de ladear a igreja de Santo Eustháchio, meteu-se pela rua Montmartre, a essa hora deserta, em cuja calçada, nos fundos da igreja, sob um bico de gás, estava postado um polícia. Ao redor da chama, via-se cair esfarinhada uma chuvinha vermelha. O agente, que parecia transido de frio, recebia-a em cheio no capuz; mas, ou porque preferisse a luz ao escuro, ou porque estivesse cansado de caminha, permanecia ali, sob o combustor, dele fazendo talvez um companheiro, um amigo. Na noite solitária, aquela chama trêmula era para ele a única companheira. Dir-se-ia não ser inteiramente humana aquela imobilidade; o reflexo das botas, na calçada molhada, que parecia um lago, prolongava-o para baixo, emprestado-lhe, de longe, o aspecto de um monstro anfíbio, com a metade do corpo fora da água. De mais perto, encapuzado e armado, tinha um ar monacal e militar. Os grosseiros traços do rosto, aumentados ainda pela sombra do capuz, eram tranquilos e tristes. O soldado tinha uns bigodes espessos, curtos e grisalhos. Era um velho policial, homem dos seus quarenta anos.
Crainquebille, aproximando-se dele, devagarinho, disse-lhMensagem muito longa. Clique aqui para ver o texto completo.

 No.33

Autor:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Anatole_France.

Deem feedback. Eu tenho que dormir agora, levanto cedo amanhã. Talvez eu não poste nada amanhã, apenas uma biografia mais acurada do Anatole France.

Boa noite.

Sinta-se feliz, você anão leitor, pois não se encontra este texto completo e em português na internet. Pelo menos não de graça.

 No.42

>tfw ninguém deve ter lido o texto que eu passei horas transcrevendo

 No.44

>>42
Eu li, anão. Porém, como não entendo muito de literatura, não sabia o que falar sobre o conto.



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